Aquele Dia Terrível
No final do mês de abril de 2026, Jaraguá do Sul testemunhou um evento alarmante que afetou diretamente a comunidade surda. Na noite de 30 de abril, um ato de abuso culminou na prisão do presidente da Associação de Surdos da cidade, assim como de seu cônjuge. O caso não foi um incidente isolado, mas sim uma evidência da vulnerabilidade a qual as pessoas surdas e suas comunidades estão expostas. Este fato lamentável chamou a atenção para a urgente necessidade de proteção e respeito aos direitos humanos dessas pessoas.
O Papel da Procuradoria da Mulher
A Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul, representada pela Vereadora Professora Natália Lúcia Petry, juntamente com o Procurador Adjunto, Vereador Delegado Mioto, e a Vereadora Membro, Sirley Maria Schappo, manifestou um forte repúdio às agressões cometidas contra os surdos. Esse ato público não apenas sinaliza a indignação das representantes legais, mas também reflete um compromisso profundo de assegurar que esses casos de violência sejam tratados com a seriedade que merecem.
Compromisso com os Direitos Humanos
A Procuradoria da Mulher deixa claro que a defesa dos direitos das mulheres e, consequentemente, de todos os grupos vulneráveis, é uma de suas prioridades. A violência e os abusos que atingem grupos já marginalizados na sociedade são considerados atos inaceitáveis que devem ser severamente punidos. A Procuradoria se compromete, firmemente, a lutar pela proteção desses indivíduos, independentemente de sua condição.

Solidariedade às Vítimas
A solidariedade aos afetados pelo ocorrido é a base do trabalho da Procuradoria. Esse apoio se dá não apenas ao presidente da Associação de Surdos e seu marido, mas se estende a todos aqueles que são atingidos por atos de violência e discriminação. A Procuradoria se colocou à disposição para auxiliar as vítimas, garantindo que recebam o suporte adequado e necessário para superar essa fase difícil.
Transparência nas Investigações
As investigações em torno desse caso são conduzidas pela Delegacia da Mulher e da Criança e Adolescente de Jaraguá do Sul, sob a liderança do Delegado Augusto Brandão. O inquérito já investiga várias denúncias, levando ao conhecimento da polícia um total de pelo menos cinco vítimas até o momento. A Procuradoria da Mulher demanda que as investigações sejam efetuadas de maneira célere e transparente, de forma a garantir que não haja impunidade e que todas as partes envolvidas recebam a devida justiça.
A Pertinência da Denúncia
O fato de as denúncias terem surgido após uma solicitação do Ministério Público evidencia a gravidade do problema e a necessidade de agir. A Procuradoria sublinha a importância de um sistema que permita que denúncias sejam feitas de maneira segura e eficaz, promovendo um ambiente onde as vítimas se sintam confortáveis para relatar abusos e agressões que sofreram.
Apoio às Pessoas Surdas
Além de proporcionar assistência às vítimas imediatas, a Procuradoria da Mulher está atenta às necessidades da comunidade surda como um todo. É crucial que sejam implementadas políticas de inclusão e proteção que visem à defesa integral dos direitos deste grupo. Isso inclui, não apenas uma atuação em casos de violência, mas a promoção de uma sociedade mais inclusiva, respeitosa e acessível.
Ações Futuras da Procuradoria
A Procuradoria da Mulher delineia um conjunto de ações futuras com o intuito de reforçar os direitos das pessoas surdas e de outros grupos vulneráveis. Isso envolve parcerias com ONGs, serviços sociais e campanhas educativas que busquem conscientizar a população sobre os direitos humanos e os perigos da discriminação.
Canal de Comunicação com a Comunidade
Com o intuito de estabelecer um contato mais próximo com a comunidade, a Procuradoria da Mulher disponibiliza canais de comunicação para que denúncias e relatos possam ser feitos. Entre esses meios, estão o telefone (47) 3307-3200, WhatsApp (47) 9 9215-2036, e o nosso e-mail: [email protected]. O atendimento presencial ocorre na Rua dos Imigrantes, n° 500, bloco K, bairro Rau, Jaraguá do Sul-SC (anexo à Católica).
Em caso de situações de violência contra a mulher, a comunidade é orientada a contatar a Polícia Militar pelo número 190, a Polícia Civil pelo 181, ou a Central da Mulher em Situação de Violência pelo 180.
A Importância da Sensibilização Social
Por fim, a Procuradoria da Mulher destaca que a sensibilização social em relação às questões que envolvem a comunidade surda e outras minorias é essencial para a construção de um ambiente respeitoso e seguro. A luta contra a violência e a discriminação deve ser uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade. A educação e a conscientização são ferramentas poderosas que podem levar a mudanças significativas na forma como interagimos e nos relacionamos com todos os indivíduos, independentemente de sua condição.


