São Caetano do Sul é a cidade mais segura do Brasil em 2026; confira o top 30

São Caetano do Sul (SP) ocupa o primeiro lugar no ranking de cidades mais seguras do Brasil de 2026, segundo o Anuário Cidades Mais Seguras, da MySide. A cidade registrou taxa de 1,9 assassinato por 100 mil habitantes.

O levantamento utiliza dados de óbitos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e informações populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados analisados correspondem a 2025.

A classificação inclui municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e reúne cidades de diferentes regiões do país. São Paulo concentra 14 dos 30 municípios listados.

cidades mais seguras do Brasil

Além do ranking municipal, o estudo compara capitais, estados e regiões. A MySide ressalva que o indicador considera apenas a violência letal, sem medir outras ocorrências ou dimensões da segurança urbana.

Como o estudo calcula a taxa e quais são seus limites

A taxa é calculada dividindo o número de assassinatos pela população do município e expressando o resultado para cada 100 mil habitantes. Essa padronização permite comparar cidades de portes diferentes sem usar apenas o total bruto de mortes.

Para reduzir a possibilidade de subestimar a violência letal, a MySide aplica ajustes estatísticos às mortes violentas cuja intenção foi classificada como indeterminada. O estudo também recorre a registros de saúde para diminuir diferenças de metodologia em relação aos dados das secretarias estaduais de segurança pública.

O indicador não abrange crimes como furtos e roubos nem casos de violência doméstica que não resultem em morte. Também não mede o sentimento de insegurança ou as desigualdades entre bairros, portanto a posição no ranking não representa uma avaliação completa da segurança urbana.



As 30 cidades com menores taxas de assassinatos

Depois de São Caetano do Sul, Salto (SP) aparece em segundo lugar, com taxa de 2,2, seguida por Blumenau (SC), com 2,4, e Jaraguá do Sul (SC), com 2,5. Santa Bárbara d’Oeste (SP) ocupa a quinta posição, com 2,7; Pelotas (RS) é a sexta, com 2,8; Itatiba (SP) vem em sétimo, com 3,2, e Atibaia (SP), em oitavo, com 3,6.

Do nono ao décimo sexto lugar estão Cachoeirinha (RS), com 3,7; Jandira (SP), com 3,8; Franca (SP) e Valinhos (SP), ambas com 3,9; Santana de Parnaíba (SP), com 4,3; Botucatu (SP), com 4,4; Americana (SP), com 4,5; e São José dos Campos (SP), com 4,7. Essas colocações integram o levantamento de cidades mais seguras do Brasil segundo a taxa de assassinatos por 100 mil habitantes.

Indaiatuba (SP) ocupa a 17ª posição, com índice de 4,9, e Conselheiro Lafaiete (MG) está em 18º, com 5,1. Lavras (MG) e Joinville (SC) aparecem em seguida, ambas com 5,4; Barretos (SP) é a 21ª, com 5,7, enquanto Brusque (SC), Barueri (SP) e Jaú (SP) dividem as posições seguintes, cada uma com taxa de 5,8.

Gravataí (RS) também registra 5,8 e ocupa o 25º lugar; Várzea Paulista (SP) e Palhoça (SC) vêm depois, com 5,9 cada. Novo Hamburgo (RS) tem taxa de 6,1, e Sertãozinho (SP) e Jundiaí (SP) fecham as 30 primeiras posições, ambas com 6,2 assassinatos por 100 mil habitantes.

Capitais, estados e regiões: diferenças nos indicadores

Entre as capitais, Florianópolis tem a menor taxa, com 11,5 homicídios por 100 mil habitantes. São Paulo registra 12,3, Brasília tem 12,4, Goiânia soma 15,2 e Porto Alegre, 15,8; na outra ponta, Maceió chega a 55,8, Recife a 53,9, Fortaleza a 50,4 e Salvador a 48,4.

Na comparação estadual, Santa Catarina apresenta a menor taxa, de 7,7 por 100 mil habitantes, seguida por São Paulo, com 10,4, e Rio Grande do Sul, com 11,5. Os maiores índices são os do Amapá, com 44,7, do Ceará, com 43,7, e da Bahia, com 39,5.

O Sul registra a menor taxa entre as regiões, com 12,6 mortes por 100 mil habitantes. O Sudeste aparece na sequência, com 15,6, e o Centro-Oeste marca 18,2.

Os indicadores regionais sobem para 26,7 no Norte e 34,8 no Nordeste, que apresenta a maior taxa. A comparação por região, assim como os recortes de capitais e estados, considera a violência letal medida pelo estudo da MySide.



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