Jararacas em Jaraguá do Sul são resgatadas em casas

Dois casos de jararacas encontradas dentro de casas foram divulgados em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Os resgates envolveram uma serpente adulta e um filhote.

Os relatos foram compartilhados por biólogos da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama). Gilberto Ademar Duwe publicou o registro de um dos casos em 29 de outubro, e Christian Raboch Lempek divulgou o outro em 27 de outubro.

Moradores de duas residências da cidade tiveram contato com os animais dentro de casa. Em um dos episódios, a jararaca foi encontrada no quarto; no outro, o filhote estava na lavanderia.

Os biólogos também alertaram para os cuidados com locais e objetos onde uma serpente possa estar escondida, especialmente com a chegada de temperaturas mais altas. A notícia aborda os resgates e as orientações para reduzir o risco de acidentes e agir diante de uma picada.

Jararacas foram encontradas em quarto e lavanderia

Em uma das residências, a jararaca adulta estava enrolada sobre uma penteadeira, a cerca de um metro da cama. Os moradores perceberam o animal enquanto estavam no quarto, segundo o relato divulgado pelo biólogo Gilberto Ademar Duwe, conhecido como Giba.

Giba afirmou que ainda não havia encontrado uma jararaca em uma situação semelhante durante um resgate. O animal estava sobre o móvel e voltado para os moradores, conforme o registro compartilhado pelo biólogo.



No outro atendimento, o filhote encontrado na lavanderia estava com o corpo enrolado na posição descrita como “saca-rolhas”. O biólogo Christian Raboch Lempek alertou que, mesmo filhote, a serpente pode provocar uma picada que leve a pessoa ao hospital.

Cuidados ao encontrar uma serpente e riscos de picada

Ao encontrar uma cobra dentro de casa, a orientação dos biólogos é manter distância e não tentar capturá-la ou removê-la. O resgate deve ser feito por profissionais capacitados; se houver picada, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.

As orientações também são não cortar nem sugar o local da picada, não fazer torniquete e não aplicar substâncias na ferida. Jararacas podem aparecer em quintais, terrenos com vegetação e locais com folhas, madeira ou entulho, onde a coloração do animal favorece a camuflagem.

Segundo o Instituto Butantan, o grupo das jararacas responde por cerca de 70% das picadas de serpentes peçonhentas no país. O soro antibotrópico é o tratamento específico para picadas de jararaca e deve ser aplicado em ambiente hospitalar.

Em 2024, o Brasil registrou 31.735 acidentes com serpentes e 127 mortes, de acordo com os dados citados na reportagem; mais da metade dos pacientes tratados recebeu soro antibotrópico. O intervalo entre a picada e o atendimento pode influenciar a ocorrência de complicações, como necrose e insuficiência renal.



Deixe um comentário